Contos e Lendas do Algarve

03
Mar 09

    Local com uma mística especial, os romanos chamavam-lhe Lugum Cineticum, o lugar onde o sol era cem vezes maior fazendo ferver o mar. Outros acreditavam que ali era o local de repouso nocturno dos deuses, pelo que apenas podia ser frequentado durante o dia. Separados por meia dúzia de quilómetros, a ponta de Sagres e o cabo de São Vicente abrem-se como dois dedos de uma mão e marcam a separação entre duas costas completamente diferentes. Para norte, a costa atlântica, batida pelos ventos; para leste, a costa algarvia, de águas quentes e mar suave.

      Ainda hoje, boa parte da navegação comercial entre o Mediterrâneo e o Atlântico passa ao largo deste cabo, o que permite imaginar a riqueza arqueológica destes fundos. Conta a lenda que São Vicente morreu martirizado em Valença e o seu corpo foi transportado para uma ermida erigida neste lugar remoto no século IV. A igreja viria a ser destruída pelos almorávidas, no século XII. Um navio transportou as relíquias do santo para Lisboa, sempre acompanhado pelos dois corvos que velavam o corpo na igreja. Daí a presença dos corvos no brasão da capital. Aqui foi erguida uma fortaleza nos reinados de D. João III e D. Sebastião. Destruída pelo corsário inglês Drake, foi refeita em 1606. Em 1940 foi aqui instalado um farol (Imóvel de Interesse Público)

      Pesquisa feita por Andreia Vicente, Bruno Mandim, Carlos Costa, Carlos Rafael e Tânia Martins.

publicado por algarvencantado às 14:07
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